O “Bar do Vermeio” como nós, os moradores, locais e frequentadores que tanto apreciamos esse cara, essa família e esse local é, sem dúvidas, um dos locais mais emblemáticos da nossa Guararema.
Temos refrigerantes e
Salgados: coxinha, bolinho de carne com ovo, esfiha de carne, bolinho de atum, bolinho de queijo, enroladinho de salsicha e o perigoso.
Os salgados podem variar conforme o dia da semana.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta das 15h as 18h30
Aceitamos cartão de débito e pix
Um pouco do que escreveu Oswaldo Hardt, o “Véio”, em seu livro de crônicas “Da Velha Guararema” sobre o nosso querido Vermeio.
“Bar do Vermeio Guararema
Naquele catorze de outubro de mil novecentos e quarenta e cinco, “Nhana Vicente” mãe do “Miquiliba”, foi chamada às pressas para um atendimento urgente à Rua Dona Laurinda, onde numa casa modesta, realizaria mais um trabalho de parto.
“— Quem vem ai..?” perguntava ela.
E a resposta orgulhosa de seu Oswaldo e a expectativa de Dona Nena não poderiam ser outra:
Esperamos que seja um hominho… pois já temos um casal.
E ele chegou… O nome preferencialmente deveria iniciar-se com a letra “O”, pois seus antecessores foram “Ofélia” e “Oswaldo” … e assim se fez.
Odair Pereira de Souza, esse guararemense da gema, tinha como quase fundo do quintal as delícias do “Poço Pelado” e o “Salta Barranco” para seus malabarismos de moleque endiabrado.
E não foi à toa que o professor Percy, à época auxiliar de farmácia, assíduo admirador do seriado
“Capitão Vermelho”, vendo aquele garoto nu no Poço Pelado, apenas com um lenço vermelho no pescoço, tentando imitar o herói das telas, passou a chamá-lo de “VERMELHO”.
E não é que o apelido pegou!?
Esse garoto sempre soube conquistar e curtir seus grandes amigos. Embora muitos deles hoje não saibamos onde estão, de uma coisa temos certeza: eles fizeram parte dos melhores momentos de sua vida. Ou não?
Que o digam, estejam onde estiverem:
Paulo Sabão, Jair do Vovô, Zé loco, João da Lilinha, Pivete, Zé de Moura, Totó, Palácio, Dindim, João Adauto, Adolfo, Carlito (da Santa Casa), João Corasari, Cachaça, Nilton do Cote, Daniel Herruzo, Zé Pinto, João Marques, Pérpito … e tantos outros.
Já numa segunda fase de sua vida, o Vermelho exerceu, provavelmente em um de seus primeiros empregos, a função de ajudante geral na Rockwoolbras, atual Rockfibras, depois foi cobrador da Santa Maria S/A, passou pelo Anjoma onde passou até mesmo como jogador de futebol.
E, diga-se de passagem, dava pro gasto!
Mas a vida tem que continuar, e assim no ano de 1966, ele deixou Guararema em busca de novos horizontes na cidade de São Paulo. O Touring Club o recebeu de braços abertos e ao longo de onze anos foi encarregado de Postos de Abastecimento na companhia de mais dois guararemenses – Idazil Ramires e Antônio B. Zamai (Loiro).
Porém, de uma coisa todos tinham certeza: alguém teria de trazê-lo de volta às suas origens… e essa missão coube à jovem Adelaide, que a partir de 17 de outubro de 1975 passou a chamar-se Adelaide Ivone Campagnoli de Souza. Dessa união estão aí seus dois filhos: Mário e Corina Campagnoli de Souza.
Ao retornar às origens, pelo período de quatro anos o Vermelho gerenciou a Padaria Barros e por cinco, supriu a Cantina Rockfibras. Porém, para alegria de muitos, desde 15 de setembro de 1986, o “Bar do Vermelho” tornou-se o “Point” obrigatório de todo final de tarde. Ali, com mestria ele abriga com carinho todos aqueles que há muito tempo deixaram de ser seus clientes para tornarem-se ardorosos fãs e amigos, enfeitiçados pela delícia de seus salgadinhos, pela magia de seu carisma e pela constância de suas piadas e frases espirituosas. Uma delas, inesquecível: “Se a bebida atrapalha seus negócios, largue de seus negócios”.
E como a vida é feita de idas e vindas, nela ele conseguiu preservar seus princípios, conservar as raizes e fazer sua personalidade prolongar-se no
“Bar do Vermelho”, onde o trabalho dá lugar a um eu contagiante, que vê no sorriso de seus amigos e frequentadores, o reflexo de sua própria alegria de conviver.
É esse o “Vermelho” que aprendemos a amar e é esse Vermelho que traduz na sua essência a simplicidade inteligente do caipira guararemense.”